quinta-feira, 9 de junho de 2011

Brasil será o segundo maior mercado de cosméticos

A professora de educação física Elizandra Bittencourt Sotomaior gasta 20% do que ganha com cosméticos, perfumes e maquiagem. Nos últimos anos, a lista de compras da auxiliar administrativa Rosa Alves, por sua vez, passou a ter também cremes que combatem o envelhecimento, delineadores e gloss. A estilista Louise Alves volta do exterior com a mala abarrotada de perfumes e maquiagens, além de comprar cremes manipulados no mercado nacional. As brasileiras nunca compraram tanto produtos de beleza como agora.
Mesmo com a crise econômica no ano passado, essa indústria bateu recorde e cresceu 14,7%, com uma receita de R$ 24,97 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos no Brasil (Abihpec). Descontando a inflação no período, o crescimento foi de 11,8%. Para este ano, com a retomada da economia, as empresas esperam um avanço real de até 12% e acreditam que o Brasil tem grandes chances de superar o Japão e se transformar no segundo maior mercado mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.
"Numa época de crise em que todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lenços." (Autor desconhecido)
Pela primeira vez, o Brasil se tornou, em 2009, o maior mercado da gigante norte-americana Avon, desbancando a liderança histórica dos Estados Unidos. A também norte americana Forever Living teve o Brasil como seu maior mercado desbancando o Japão da liderança e faturou só no Brasil R$ 220 milhoes...
No mercado global, o país subiu para a terceira posição em 2007, ao superar a França. Dados da Euromonitor mostram que em 2008 – os números de 2009 ainda não estão disponíveis – o país detinha 8,6% do mercado global. No setor atuam 1,8 mil empresas no país. O Paraná tem o terceiro maior polo produtor, com 155 companhias.
Para as consumidoras, o aumento da oferta de produtos e novas tecnologias tem sido um dos motivos para comprar mais. “Sempre que aparece uma novidade eu experimento” diz a professora Elizandra, que elege o batom, os sabonetes e os cremes para o corpo como os seus preferidos. Já a estilista Louise Alves se diz uma consumista assumida de perfumes e cosméticos. “Pelo menos 10% do meu rendimento vai para a compra desse tipo de produto”, afirma.
Pasta Dental e Sabonete Liquido


As empresas do setor têm se dedicado a entender sobretudo o comportamento do consumidor da nova classe média. Embora as empresas venham lançando linhas mais populares de maquiagens, perfumes e cosméticos, o consumo de itens básicos, como pasta dental e sabonetes continua a crescer, um indicativo de que a demanda da população de baixa renda está longe de ser atingida.
Em 2009, 58% das vendas desse mercado estiveram concentradas em higiene pessoal. O destaque foi a categoria de sabonetes, que registrou crescimento em receita de 27%. Boa parte desse fenômeno vem da busca por produtos de maior valor agregado, como os sabonetes líquidos.
A categoria de cremes dentais também apresentou alta expressiva de vendas em 2009: 17,5% em valor e 8,7% em volume. No segmento de cosméticos, que respondeu por 27% do total das vendas da indústria no ano passado, a alta foi de 15% em faturamento e 3% em volume. Nesse segmento, os esmaltes estão em alta, com aumento de 34% em faturamento, para R$ 390 milhões. A venda de maquiagem também cresceu forte (40%), para R$ 391 milhões.

"No mundo dos negócios todos são pagos em duas moedas: dinheiro e experiência. Agarre a experiência primeiro, o dinheiro virá depois."
(Harold Geneen)


Fonte: gazetadopovo, forever living, wikipedia

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